
Uma rosa que fora deixada à minha porta (À Raquel de Queiroz)
Data 23/09/2008 12:34:05 | Tópico: Poemas
| Uma rosa que fora deixada à minha porta
É uma pequena lembrança que deixaste Uma rosa cor de rosa, e de pétalas macias Marcando a entrada da porta que passaste De onde partiste, deixando a cadeira vazia... ~ Mas não é nas rosas que perpetuará o nome teu Mas sei que teu nome perpetuar-se-á nas rosas Como um véu que fora jogado de Julieta ao seu Romeu O vento levará tuas lembranças em versos e prosas... ~ E da sua crônica vital, relembrarei teu vulto real Na releitura que faço, das letras deixadas por sua pena-de-prata Pois de sua cadeira vazia, não jaz o seu memorial Pois não há tempo, em que sua lembrança não se retrata... ~ Sei que verás de onde está, que nem toda Maria é moura Com este amarelo escuro, esparramando-se pelo couro Mas se são três as Marias, tua memória será duradoura No arranhar das esporas, deste teu galo de ouro... ~ Mas antes que vá, e que de teu corpo se faça poeira O menino mágico te fará mais uma estrela, nesta constelação E no céu sei que brilharás, sempre como a primeira Pois a vida é efêmera, mas a eternidade não... ~ E desta rosa que me deixaste á minha porta Farei que se perpetue, como num eterno jardim Pois neste quadro, não haverá uma natureza morta Pois tua história teve um começo, mas jamais terá um fim...
Em memória de Rachel de Queiroz
A escritora Rachel de Queiroz Nasceu em Fortaleza,no Ceará no dia 17 de novembro de 1910 — e faleceu Rio de Janeiro, 4 de novembro de 2003, foi uma tradutora, escritora, jornalista e dramaturga brasileira.
Autora de destaque na ficção social nordestina. Foi primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Em 1993, foi a primeira mulher galardoada com o Prêmio Camões, equivalente ao nobel da língua portuguesa. É considerada por muitos como a maior escritora brasileira.
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