
INJUSTIÇA DEVASSA
Data 09/09/2008 15:55:23 | Tópico: Poemas -> Desilusão
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Mundo cruel e injusto, onde o amor, que dedicamos às causas, parece não ter relevância alguma, senão todo esse amor que é nosso, às coisas desta vida, mas onde irremediavelmente caminhamos sós, em nosso sonho e trabalho, não respeitas nada nem ninguém, desprezando mesmo todo o altruísmo.
E serves-te das pessoas, como simples fantoches, num circo sem público, pois que te encerras em redoma fechada, onde prevalece o coto agressivo e doente, coberto de panos brancos, contra as infecções, que nascem do egoísmo e do mau juízo, que fazes nascer nas pessoas, lembrando-lhes céu e inferno, como único preço a pagar, para quem ouse fugir, de teus ditames: que o digam os artistas e todos os que pensam por suas cabeças.
Mais uma vez nos abandonaste! deixando definhar a pura flor, nos teus jardins, de si tão maltratados. O mundo é o Homem! que minha pena seja pois correcta, neste preciso momento, pois também ele sabe ser solidário com os seus, dar-lhes a mão, chorar com eles, sofrer… sem nunca dizer um adeus.
Jorge Humberto 08/09/08
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