
Old life, of old King I – The Beginning…
Data 06/09/2008 23:38:19 | Tópico: Poemas -> Fantasia
| Nota breve de autor: O poema que se segue é uma saga de seu nome: “Old life, of old King…” (“Antiga vida, de antigo Rei…”); Este conto em forma de poema será dividido em três a quatro partes sendo cada uma destas, constituída por quatro a cinco páginas; Espero que gostem e que se envolvam… Boa leitura…
Com os melhores cumprimentos Blackbird…
Old life, of old King I – The Beginning… (Antiga vida, de antigo Rei I - O Início…)
Nos dias em que ninguém conta os mitos, histórias de outrora Conto-vos eu; Uma antiga história, de um reino de glória dos tempos antigos… Onde reinava a força, as guerras e em poucas vezes a paz… Um mundo antigo surgido de velhas memórias; de um velho eu… uma antiga caixinha que tinha guardada em mim e que por fim se abriu… Uma antiga vida; na existência do meu espírito… Que escreveu memórias de um tempo negro de terror absoluto… A história de um antigo rei… Seguem-se agora; as suas, ou minhas palavras…
Tempos de paz, trás o vento nas suas cantigas… As crianças brincam… os pássaros cantarolam nas arvores as mulheres lavam a roupa dos maridos que outrora foram combatentes… Graças a mim, a paz reina… Sou rei! Rei de porte… Rei de sorte!... Vivo num reino rodeado de alegria, E não de cruel serventia…
Em tempos antigos fui simples camponês sem história e sem identidade, talvez… Mas nos tempos de guerra Fui guerreiro ao lado de tantos… Que se perdiam na conta infindável do número… Todos combatemos; por nós próprios, e por quem amava-mos… Vendo a morte, sem forças apelamos aos deuses a sorte… A mesma sorte que nunca veio… pois todos morreram… só eu escapei… Porquê?... não o sei… Voltei com lágrimas, lavadas em sangue; dos meus amigos, dos companheiros… …e do meu pai… …que também na batalha perdera a vida…
Em todos vi lágrimas e perda; mas nos meus olhos vi algo mais… Ódio!… Revolta!... Talvez das perdas; ou do facto de eu não ter ido como os tantos outros… Mas na revolta e nas lágrimas, minhas e de todos… Peguei no martelo que era de meu pai… …antigo ferreiro… …e antigo guerreiro… E forjei uma espada… …“A Espada das alma”… Espada das memórias e antigas glórias; de todos os que caíram em batalha! A espada sedenta de vingança Sozinho parti direito à morte certa… Arrastei a espada como se arrastasse os espíritos dos meus “irmãos”… …ou as vidas de todos os que de mim dependiam…
Lutei dias e noite a fio… Com calor no corpo mas de coração frio… Quanto mais lutava; mais hábil ficava, e mais a espada pesava… Parecendo consumir O sangue e a alma daqueles contra quem eu me debatia; num jogo de vida e morte... em que eu nem sequer sabia, o meu destino… Batalhei, batalhei… Incansavelmente, com a força de todos os que amei… Assim com o peso que carregava nas costas prometi a mim mesmo; Não falhar nesta demanda!... Pelas lágrimas… Pelas memórias… Pelas saudades… Pela revolta… Pela vingança… Lutei com todas as forças que tinha e com as que não tinha… A mim mesmo prometi! E eu mesmo cumpri! Venci a batalha contra tudo e contra todos! Em honra dos que se perderam para sempre… e dos que se perderiam, talvez…
Assim me tornei rei… Por mão daqueles que vinguei, que protegi e amei… e ainda amo… Por todos eles sou Rei! Não Rei de trono e coroa… Mas rei de coração… Assim se passaram; vinte; longos anos… de paz… Que espero que perdure… Por muitos mais e infinitos anos… Se de mim depender assim será…
E isto foi o que encontrei em mim… Uma simples folha rasgada, de um papel muito antigo… Uma… de talvez… …muitas memórias…
Aqui está o link do segundo Poema deste conto: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=152760
Com os melhores cumprimentos: Blackbird
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