
"O MARKETING DA GUERRA"
Data 02/09/2008 17:00:58 | Tópico: Poemas -> Sociais
| "O MARKETING DA GUERRA"
Onde ele é mais amado Há um constante pesar Por não saberem onde ir Para o poderem chorar Ele que um dia…partiu Para nunca mais voltar Não sabia para onde ia Nem quando iria chegar Então não disse um lugar Onde aqueles que o amam O consigam reencontrar E por fim o mar salgado Possa, então, se agitar E até então resignado Em redenção rebentar Apenas o que é preciso Para a dor se amainar Entre angústias negras Um raio de sol entrar Tentar de novo viver P`los que estão a chegar Lamber a longa ferida Lancetá-la, cicatrizar Mas onde ir procurar?
É infindo o seu penar Esse que tem vela acesa Dia e noite, sem se apagar Recebe coroas de flores Dia…e dia, sem cessar Burlesco, homenageado Por quem o vai visitar Recebe sempre humilhado O imponente militar Talvez aquele mandante Do que o mandou matar Que solene faz um silêncio Depois de o tambor rufar! E entre a Conveniência Do Solene e do Vulgar Entre os Negócios da Paz Longe da família, do lar Jazem pequenos vestígios Uma tíbia e um molar Num grande Túmulo Polido Sem um nome nem um sinal Do corpo vendido e vencido Até depois da sorte da morte Do Soldado Desconhecido!
(Por Ana C./ Sob_Versiva)
NOTA - CONTUDO RESISTO, e continuo a acreditar no AMOR, mas os Negócios da Paz são tão mais hipócritas e cruéis que os da Guerra, porque se vestem bem, e matam mais lenta e discretamente!
ABRAÇO!!! MARQUEMOS ENCONTRO NO REINO DA UTOPIA!
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