ATOS MEUS DE AMOR

Data 29/08/2008 16:27:49 | Tópico: Sonetos




Na inconstância das horas, em que vagueio,
Pelo suave encontro, na pernoite exaustiva...
Somos eu e você, refletindo no espelho,
Nuvens, em céu d'espuma na penumbra vazia.

Sem o tato, um mentor dos profanos desejos,
Somos vagos tormentos pela vida sem guia.
Matizando o corpo, na hora do beijo,
Batizando o ímpeto com a Mãe Poesia...

Somos atos, que se castram sem sentido,
Carinhos que ocultamos como a lua,
Mas, mesmo que o delírio indelicado...

Vá romper em nós o ébrio fardo,
Àquele, que me faz cativa e sua...
Vou querer o teu calor saciando meu ouvido!


(Ledalge, ATOS MEUS DE AMOR)



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