
Gentelha...enfadonha...inferior
Data 28/08/2008 20:09:53 | Tópico: Crónicas
| Hoje tinha que fazer umas compras para a casa vai daí pelo meio da manhã desço a minha rua num bairro agradável e prazenteiro, fazendo ainda mentalmente a lista das compras para não esquecer de nada. Na paragem do (miniautocarro 17 lugares) URBANA já estava por lá uma jovem menina de 12 anos filha de uma vizinha - Bom dia cachopa por aqui tão cedo? - Vou a casa de uma amiga minha – disse com um sorriso bem disposto Continuámos a tagarelar coisas próprias de um adulto com uma menina que começa a descobrir o mundo dos grandes . A URBANA chegou, entramos e ficamos em bancos separados Demos os bons dias à condutora que meteu conversa com a menina e passamos por duas passageiras na casa dos 50 anos que vinham em dois bancos lado a lado Ao fim de umas paragens a criança levantou-se e ficou junto à porta - Esta tem pai? – começou uma abeirando-se do banco da outra - Isso também eu gostava de saber – respondeu esta com sussurro mal disfarçado Não tirei os olhos da menina, pedindo ao cosmos que não tivesse ouvido E tremi, suei a segurar-me quando vi lágrimas caírem nos degraus da porta Ahhhhhhhhhh que dor me deu no peito, comecei a suster a respiração com receio de não segurar o meu instinto eu não podia naquele momento ficar com a menina. Suavemente nos seus 12 anos com o peso do mundo nos ombros desceu do miniautocarro, virou-se para a minha janela de mão no ar acenando adeus e as lágrimas sem parar Esperei a porta fechar e nem ainda a URBANA estava a andar - Suas grandes cadelas com cio se tanto querem saber se aquela criança tem pai ou não tenham tomates e perguntem à mãe -Ma…. – uma tentou - Mas uma merda é uma criança não se sabe defender de gentelha como vocês suas vacas -Ma…- tentou a outra - Mas uma porra suas inúteis que não tem nada melhor para fazer do que andar a tomar conta da vida dos outros - Ó D. Elisabete – tentou a motorista - Desculpe mas eu não me vou calar com gentelha escroque e cobarde temos que tratar como merecem Aproveitando a intervenção da motorista uma ainda disse - Não é preciso falar assim - Quem não precisa de falar assim? – perguntei em tom arreliado no fim de contas agora neste momento só tinham que se calar – você sua verme no fim de fazer sofrer uma criança de forma canalha ainda tem a pretensão de vir com conversas de moralismo ou de educação comigo? – fiquei à espera da resposta e tornei a esperar – então sua cobarde agora que tem alguém da sua idade com a resposta na ponta da língua cala-se - Ela só… - ainda tentou a outra provavelmente defender a comparsa - Mas ela o quê ? Ela é tão viscosa e nojenta como você duas porcas sabujas que se calhar até são mães ou avós e dão-se a este papel triste é vergonhoso suas merdosas De fininho saíram na próxima paragem Mas antes de descerem ainda levaram com um – já vão tarde vermes nem deviam entrar Continuei a minha viagem - A senhora desculpe a minha falta de educação mas foi mais forte do que eu, sei que está no seu local de trabalho mas não consegui controlar-me - Não seja por isso estas duas são sempre a mesma coisa e da sua atitude só tenho a dizer Eh mulher danada
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