
Humanidade
Data 26/08/2008 07:17:53 | Tópico: Poemas -> Introspecção
| Longe vão os tempos que ouvia, As vozes de fundo que se fazia sentir, Já nem lembro o que dizia, Aquela voz masculina ou feminina, Observava a vida de longe, queria dormir.
Deitei-me, vagueavam dores infernais, Tonturas várias que não me seguravam, Como via os Mundos quando eles se mostravam iguais, E na tentativa de salvar o que pudesse, Tento e tentei, não tentaram.
Sinto o corpo dilacerado pelo cansaço, O tempo na sua primazia, tentava, Alargar o seu potencial perigo, negligente, amasso, Da humana estupidez incompreendida, Que em vez de agir, apalpava.
Jamais serei do Mundo enquanto for de mim, A tola ideia de empreender, E que ninguém possa voltar ao passado, sim, Porque ninguém o irá salvar, Enquanto a voz que se ouve distante não morrer.
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