
Um rio que virou pedra
Data 20/08/2008 14:16:14 | Tópico: Poemas
| Águas serenas te banhavam, Percorrendo caudaloso ao teu ventre... Onde frondosas flores enfeitavam, A sua alma onipresente...
Águas serenas te banhavam, Como lágrimas de Deus cedidas... Um relicário onde anjos acenavam, Matando a cede de almas perdidas...
Estas mesmas almas, recuperadas do açoite, De barcos jogados ao sal, e sem velas... Navegando até onde não se finda a noite, Enfrentando a ira das procelas...
Tendo na memória, a alma do rio, Correndo sereno por entre curvas delicadas... Matando a fome com a pesca, o homem até sorriu, Enquanto pássaros partiam em revoadas...
Pois eles já percebiam que o rio morria, Agonizando do leito a vertente... E aquele home que sorria, Não sentia a dor que a natureza sente...
E como uma ultima lágrima que seca, O rio também secou... E tudo que está em seu leito também resseca, Porque Deus aqui, nunca mais uma lágrima deixou...
Agora seco e morto, é um caminho de pó, Uma imagem que aos olhos medra... Com uma sede de dar dó, Num rio que virou pedra...
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