
Viviam a grega herança
Data 14/03/2007 11:30:00 | Tópico: Poemas
| Derivavam em flores de jasmim nas palmas abertas do sorriso plantado no jardim. Tinham dos bronzes, cambotas, veios, matizes. Das plúmbeas Violetas todas os tons e igualmente o aveludado modo das pétalas dos Narcisos.
Imprecisos, brotavam em orgânicas esperanças dos erectos cachões de espuma, de dentro da bruma de verdes vagens, avultando-se em borbotões. Novelos e castelos, elevavam-se altaneiros.
Dos amantes retinham turbinas pungentes de luz, movidas no suor, no olor e no vapor. Emergiam na noite dos sentidos, no louvor e na glória, ataviados em coroas viçosas recolhidas na arena, qual poderosos gladiadores. Viviam a grega herança, velejando à bolina, erguendo em côncava taça, a lembrança de sinópticas velas troianas.
Eram músicos, jograis, vates, cantadores, trovadores, poetas, de um tempo fora do tempo. Almas ciganas.
Eram apenas Albatrozes, simplesmente Gaivotas, na busca das suas rotas, despertas na graça imensa dum incessante bater de asas.
Eu? A louca, louca, que os observava nos bolores de uma vidraça ...
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