
SUPERNOVA, BREU, VAZIO E CREPÚSCULO
Data 02/08/2008 11:33:05 | Tópico: Poemas -> Reflexão
| SUPERNOVA, BREU, VAZIO E CREPÚSCULO
O reino das harpias quer agora Despojar-nos de uma das últimas luzernas Que ilumina a nossa pedregosa via sinuosa.
Elas, as harpias, a conduzem Deliberadamente ao precipício: A cobrem de chagas malsânicas; A eivam do célere vírus da letargia altruísta; A cegam ao lhe lançarem um olhar nepotista; A enleiam numa insuplantável bruma intangível de hipotermia.
Elas fabricam uma cena: Fazem com que pensemos que ela sucumbira Á geleira do quase neunhum desvelo, da desdenha, da desídia!
No entanto, ela não está morta: As harpias encarceraram-na No limbo da cintilação anabiósica. E aí aferrados aos grilhões de mais um sofisma, Nós achamos que o melhor caminho a tomarmos É ressuscitá-la como uma das jóias mais valiosas Do NeoSmithismo.
Ah, mas se atualmente Vivemos assentados no sólio da Penumbra, Logo o deixaremos Para descermos mais fundo E sermos reis e os únicos soberanos Do trono e dos reinos Da Supernova, do Breu, do Vazio, do Crepúsculo! JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
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