
Elos de uma cadeia ...
Data 09/03/2007 22:40:00 | Tópico: Poemas
| Porque as veias onde te corre o sangue são de argila, barro açúcar lento, elas são o molde do teu corpo em construção.
E porque é no final da tarde que paralela a noite anoitece e o sangue aquece a consciência ensandecida por uma lunática corrida...
Te direi, abranda o passo. Tira a camisa apertada. Solta de dentro, ao vento, a Alma. Gera o abraço! Abranda ainda mais e, quase parado, deixa que tombe da boca toda a calada verdade - A tua verdade.
Olha ao longe o fumo faminto da cidade... Fala em grito, brama, clama, unissonante de traições e de vaidades.
Eleva o espírito, ouve a melodia… que te varre a casa de lés a lés... Ouve agora, são murmúrios de mil pés... De quem passou por aqui antes de ti; te abriu caminhos, de quem viveu e por amar se deu ...
Faz Silêncio. Faz-te silencio … Escuta agora os pássaros! De vergonha, emudecem nos próprios ninhos ...
Sim, ainda há solução! Abre lentamente a palma espalmada da tua mão. Dá a mão. Dá-me a tua mão,que igualmente te darei a minha. Que na sua ponta habita a de um outro nosso irmão... Dedos unidos, elos fundidos de uma cadeia.
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