
AQUELE INSTANTE EM QUE TE PERDI
Data 31/07/2008 07:23:14 | Tópico: Sonetos
| Se tu soubesses, amor, quanto de vil Eu tenho no meu imo dilacerado! Quanto de ódio, quanto de raiva, eu guardo, Como planeio, secretamente, o meu ardil!!
Amor, quanto de ferida, se tu soubesses!, De fera, que por vingança vive e reclama, Tu tremerias, retornarias, como quem ama, Me calarias, me acalmarias, como se ardesses
Em paixão pura, saudade imensa, força de beijo, Que aplacasse a fúria atroz da minha dor, Raiz da mágoa, da guerra aberta, da desavença,
Do ódio cru, de brasa ao rubro, de chama acesa - Contra o momento, o curto instante daquele sol-pôr Que te levou e me afundou, só, na tristeza...
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