
Eu-Tanatus
Data 09/03/2007 13:40:00 | Tópico: Poemas -> Sombrios
| Em mim, há uma noite – Onde me refugio para a morte. A lembrança paira pela janela de minh’ alma, Sangrando até a última liça, E após o seu desterro, Mata-a com a solidão. [Sou filho da carne].
Em mim, uma negra alma Que me intera a vida. Em mim, uma noite escura Penetra e me carrega à ilusão: A morte! O carma!
No espelho, uma imagem criada de mim: Calada, espectadora de si. Mas, não sou eu... Perdido, abandono os sonhos, Preso às paredes.
Meu nome, escrevo Num livro de capa preta Com uma caneta preta E dedico a mim as últimas palavras Da “Árvore Morta”, corroída por vermes que a entranharam Até deixá-la sem vida e alma – Apodrecendo e mofando As ilusões, o tempo as constrói.
No chão gélido, quedo-me!
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