
Retrato Morto
Data 09/03/2007 12:20:00 | Tópico: Poemas -> Sombrios
| A lua funebremente pálida Queima num céu de ressentimentos. Choremos, neste mar de lágrimas que palpitamos! De dúbio e sibilino presságio Aos fins de nossos dias, (as flores do holocaustro) Rastejando na mórbida areia do tempo, No que somos forjados sob o calor de um dia terreno, Forjados pela àspera natureza e por nossos abismáticos Surtos de devaneio.
A vida, esta velha masmorra de medo e existência! Nela, somos solventes. O Tempo nos age como um mar avulso, Frio e inquietante devorador das correntes - Nós! levados pela simples ânsia e impaciência Que ele traz consigo. A lua paira em minha visão Aquecida pela constância de solidão.
As sombras revelam seus sinais na escuridão, Acordando com nossa obscuridade.
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