
Tempo de Magnólias
Data 08/03/2007 23:12:33 | Tópico: Poemas -> Amor
| Nas veias de um Tempo líquido, perdida algures por dentro dum enlaço busco(me) e encontro-me hospedada em asas de palavras - no instinto intenso -, bramindo a espada abrupta do silêncio. São de algodão os caudais do Espaço onde o amarelo dúbio das Magnólias ainda por florir me falam dos ritmos genésicos dos teus passos. Busco-te no gérmen, no tempo lavrado por dentro, No refluxo das águas (e no seu fluxo) Nos rios eternizados de lágrimas, quedas de águas Na loucura ácida que escorre na garganta Nas folhas ainda por brotar Nos desfiles mundanos de milhões de sombras projectadas Nas orlas fecundadas, aluviões de palavras No alcatrão fugidio das estradas, Nos "Tudos" e nos "Nadas" ... Nas sonoridades abstractas dos ventos emergentes das florestas Na peregrinação cíclica dos pássaros Na sinfonia anacrónica de teclas e de cordas (E das flautas de Pã...) No metal sibilante de musicais artefactos... Busco-te no sonho enlanguescido, do qual já perdi até o próprio sentido…
Busco-te, construo-te um trono e, exausta me abandono por dentro de veias Siderais.
Desejo o teu abraço.
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