
Sem nome
Data 25/07/2008 07:02:41 | Tópico: Poemas -> Góticos
| Triste é o fim abocanhado pelo começo A cada instante que padeço da discórdia mental Sei que são faces normais de alguém que sonhou E num tropeço, desalentou esperanças. Amargurou sentimentos sofridos. Triste do começo que não tem fim Pois o gosto de quero mais permanece E languida, a boca padece, saudosa dos beijos seus Se o fim não justifica o meio, por que nesse ínterim Quiseste fazer assim? Tão certa é a puta virgem Virgem pura. Que desnuda sua verdade em amargura E não vê, crendo, que na carne tudo perdura São chagas que levamos para sepultura Máculas d’alma que entregamos a escuridão De olhos fechados, velados a cada estocada fria Da lâmina ponte-aguda que perfura e corta O fio, condão. Onde está a minha sepultura, que guarda o que Nem os vermes querem mais comer. Se hoje, vivo sem querer viver. Sinto-me perdido, sem ilusão, diante de tão negro coração? Tomo-me perdido, escondido em capa dura Cancro velado que se mistura a interna podridão que corrói Cauteriza sadicamente alma e coração? Fecho os olhos e interiorizo a macula Ignoro a dor que me causa na esperança de vê-la velada. Intacta. Perante a minha imperfeição.
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