
Mácula
Data 08/03/2007 14:30:00 | Tópico: Poemas -> Góticos
| Vivo tranqüilamente o fim, Pouco ou completamente esquecido de mim. A enfermidade, o silêncio e a dor de quem ainda vive, Mas morto para o Espírito ascende à loucura do que é puro E a morte é o começo do que se acabou. As flores são sinais de ilusões para o morto.
[Tristeza, fluído que inunda a alma.]
E esta carcaça terrena que batizada e condenada A truculenta tortura e insípida ilusão de viver Como um verme imaculando a flor.
A flor, símbolo efêmero do sepulcro sorumbático. Estamos acorrentados pela dor, Assim, como a flor está exalando esta apatia a vida.
Enfermidade! Saúde de uma mente sã Daqueles que ufanam a razão, Eco sombrio e sórdido da loucura. Razão, febril pensamento que só o louco conhece.
Dor, mácula da alma que o corpo Necessita para conhecer o desconhecido Para a máxima clarividência do Mundo E seus cães famintos.
Em um corpo que não sofre, Que a enfermidade não atinge O conhecimento não cinge.
Quero no esplendor de outros outonos Correr pelos campos de flores maculadas pela tristeza Fluindo em um corpo vão, Abraçando-me numa volúpia obscura Com seu cálido afeto e antes da morte, Colho desta resignação meu Dom secreto Na mácula sangrenta de meu nirvana.
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