CHORA O POETA A SUA LIRA

Data 20/07/2008 15:44:41 | Tópico: Sonetos

Eu penso que o poeta tem uma lágrima na garganta.
E que a cada novo dia, outra vem suprir o seu oásis...
Que se forma em poesias, sôfregas, tantas...
Quantas pudesse expulsar da sua face.

Lá fora, tantas almas ele cultiva nos braços...
Dos pincéis de encanto, das solitárias marcas
Neves, que ele tem como retratos
Numa mesa de tingidas estradas...

Eu penso que o poeta é o recanto,
Dos farnéis de iluminadas agonias.
Não penso que eu seja esse amargura

Mas, sinto que meu peito clama a cura
Que apenas eu alcanço quando a fria
Folha se aquece no meu canto!

(Ledalge, CHORA O POETA A SUA LIRA)

DEDICADO A PAULO ALVES



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