SEM POESIA

Data 18/07/2008 21:21:32 | Tópico: Poemas


Sabia-te longínquo dos versos
Num país definido pelo presente
Sem terra lavrada para o amanhã
Onde esperar era ficar na incerteza.

Sabia-te entre os escombros
Da inconsistência do imediato
Desmoronado pela fragilidade
Da sua importância efémera.

Sabia-te sem já saberes de ti próprio
Que raízes de ontem te fizeram brotar
E os frutos que amadureceriam amanhã
Se te buscasses nas distâncias do tempo.

Sabia-te algures numa espécie de limbo
Onde te tinhas em suposta eternidade
Sem comunhão decidida com a vida
E em exclusão com os seus passos.

Sabia-te sem tu o saberes
Num lapso de miragem gerado
Pela secura dos teus lábios
E pela avidez do teu espírito

Sabia-te sem poesia!




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