
Nas brumas do tempo
Data 16/07/2008 18:10:57 | Tópico: Textos
| Por vezes em longas noites, Dar-se a imagem dos teus olhos, Olhos que louco jamais vi. Pós o teu corpo em passos finos, Que nascem por entre a porta, Silenciosamente entreaberta, Fitas os teus grandes olhos, negros, Põe-me entre teu flanco e teu seio, E faz a vida ventura outrora ensejo.
Nada falas, apenas vela meu então descanso, E não me pedes para que adormeça, tão pouco que me aperceba. Queres aquilo que sou, sem que tenhas, Te levantas num sorriso brando, E vejo fechando-se a porta...
Interrompe-me apenas o barulho junto a janela, É o vento que sorrateiro rouba-me o sono, Despertando-me entre o dia e a noite.
A cozinha limpa e quieta, apenas testifica Minha então verdade enseada, Tenho somente o cheiro do teu riso, Impregnado entre o o lençol e o desejo, por sobre as brumas do meu desgosto, Foste tu mulher, esposa minha... Que jamais veio, que jamais tive, Mas amo, amo loucamente a cada dia sem ter...
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