
Mentais martírios
Data 15/07/2008 13:05:03 | Tópico: Poemas -> Surrealistas
| O limite para a dor perpassa por outra ainda maior Amor e a felicidade não compartilham de tal dádiva, Na terra do nunca a criança apanha todos os dias Humilhada cedo e fisicamente fraca.
Anjos putrefatos atraem moscas, não as de Belzebu deturpado, Na imortalidade de martínrios assistem os próprios corpos serem consumidos Como majestosas figuras de cera corroídas Com grandes asas estendidas no chão, E glórias estampadas no orgulho ferido.
Sem atenuantes meu choro crucificado será abafado por gritos de ódio, A lança que golpeia Cristo é a mesma que trepassa meus olhos,não importa,ainda enxergo, O ditador apenas fita-me sério, Impassível diante dos passeios de lendas judaicas Em galopantes mentiras crescentes.
Caixões desfilam em ordem militar, Seus conteúdos debatendo-se cada vez mais esmaecidos, Prematuros doentes em soluçoes trágicas e lembranças amargas, De familias destruídas por variadas desgraças.
Nada de enxofre ou grandes lagos rubros incandescentes, Este é a via tortuosa de transtornos mentais, De manias psicóticas e absurdas com ares de verdade absoluta, Consumindo todas as horas do dia longo.
O que é real, o que posso perceber ? No que quero acreditar e no não consigo ?, Minhas mãos desobedcem em ordens trovejantes de TOC, Nos gestos estúpidos repetindo-se mil vezes.
Redijido em letras prateadas o epitáfio simples, Que soa como diagnóstico em descrições de tantas tragédias, Para não entregar a ninguém,solitário, Deito-me de olhos bem fechados,, Para fazer com que as asas negras do arcanjo de duas faces carreguem-me distante Para o vazio,para o esquecimento incorpóreo, Para longe desse abismo de herdado pranto Nos devaneios de uma noite sem sono.
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