
É urgente o (de)lírio lívido
Data 05/03/2007 22:54:39 | Tópico: Poemas -> Amor
|  (Foto de Mel) *** É urgente O (de)lírio lívido implantado sobre as palmas desabrochadas das tuas mãos de fogo. É urgente o Mar (é urgente de novo amar) no desvelo de beijar a pele, véu brocado do corpo. É urgente o flato, leve…descendente, sopro, funil, adjacente, quente… Na forma de ser brisa deslizante, sobre o umbigo do Tempo. De ser aroma De ser baba salivada a escorrer da boca ao queixo No tecer de um só beijo De ser seiva húmida, coral de espuma É urgente acontecer labareda de luz em espelho flama de vaga. Refractada, bruxuleante, serpenteada, sobre rosáceos seios abertos, ofertos… em dádiva. É urgente que floresça da semente, a baga. Que o Tempo se aquiete em danças felinas de madrugada, sejam tangos, sejam valsas, sejam batuques, tibetanas flautas… Tambores ou latas …
Mas seja …
Que por nós e em nós o Tempo não gire, hiberne … se amanse em madrigais de espera!
Seja Cronos, Deus dormente… Que a brisa se estanque e que assim se faça Ode e, dos corpos moldados, jura d'Amor infinda.
Para que, finalmente, aconteça Primavera!
É urgente O (de)lírio lívido implantado ...
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