
Antes que amanheça (II)
Data 04/03/2007 11:56:12 | Tópico: Poemas -> Tristeza
| Antes que amanheça... Te digo … Estou exauta, sem força …
Já não choro, não suspiro, não profano, não deliro…
Meu Amor, apenas … neste esvoaçar de uma gaivota ferida, inscrevo-me esta terminal nota … e te redigo …
Que o tempo … O "meu" tempo, caminha … Veloz, caminha … a "Vida é uma Andorinha" ... em nós E nós?...
O "meu" tempo … Salta e se esconde no alto daquele monte, (tocava lá um saxo rouco … talvez vento, ou um lamento?)
O "meu" tempo … é … em cada dia, a cada hora, madrugada anunciada, na fonte, em uníssono calada e na água lisa que borbulha breve e de dor … chora … Esta tão longa … alongada demora …
Meu Amor, antes que amanheça … te digo … O tempo, esse implacável Senhor … para mim … é cada segundo … Menor! O tempo veloz, algoz que é… chora agora!
Faço silêncio … que
“Amo o silêncio e as vozes que o insinuam, Meigas ciciam, musicais veladas Fracas, sernas, pálidas, cansadas Doces palavras que no ar flutuam.” – Carlos Cabral (1897)
Mas … Antes que amanheça … deixa que antes te diga … Nesta estória não houve apenas uma cigarra ou uma formiga …
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