
ESCRAVIDÃO DO VÍCIO
Data 28/04/2006 22:39:18 | Tópico: Poemas
| ESCRAVIDÃO DO VÍCIO
Na planície que desliza o vento. No silêncio do relicário. . . Perdido na noite, que acalenta os sonhos, Desfaz-se à proa deste barco vago.
Tritura as ilusões, em verso e grita. Espelha o rancor da alma e fala... Esta amargura brotando à face aflita, Enlouquece-se batendo fortes palmas.
Fragmentado neste furacão de gases, Afogando-se na procela dos ácidos... Estende a mão, procurando o sacrário santo, Onde está, que não consegue achá-lo?!
Nesse refluxo de bravias ondas, No remanso silente dos serenos lagos... Desabrocha a flor, na montanha, exaurindo perfume, Entre os pinheiros e o verde as suas lágrimas.
Naufraga o ego, nas ávidas tormentas. Acompanha o féretro, seguindo o povo... Imaginando a paz, crava o punhal ao peito, Conhecerá, agora, do horror: pois está morto!
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