
Escultura
Data 07/07/2008 10:58:43 | Tópico: Poemas
| Fui rebelde no teu desejo, No simples afagar da alma, Cruel no acenar do adeus Que todos os dias revejo, Preso em correntes de calma, Destes momentos sempre teus.
Vagueei nos rumos da sorte, Do esperar por tua doce voz, Eclipse de carinhoso sorriso Olvidado em mãos de consorte, Tu e eu, os dois aqui, a sós Tudo o que agora preciso.
Faço-me cais do teu navegar, Gávea soprada pelo vento Em odor do teu maio belo. Rebento como onda nesse mar Na fúria louca do desalento Nos murais de teu castelo.
Seduzes-me em lauta beleza De lúzios cor de eternidade, Brilho raro e ofuscante Que esconde tamanha tristeza Paixão feita simplicidade, Corpo esculpido, viciante.
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