
A MISÉRIA DO MUNDO
Data 30/06/2008 15:52:28 | Tópico: Poemas -> Sociais
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Meu olhar perscrutador vai muito além, do que os donos do mundo fazem-me crer.
Vejo povos a morrer, por não terem ninguém, que olhe por eles e lhes possa valer.
Pessoas sem casas, sem saneamentos básicos, vivem na imundice da extrema pobreza.
Estes são comportamentos clássicos, de quem vive dos outros a indiferença.
Comida não há, a lixeira é a parca salvação, de quem nada tem, atreitos a doenças.
Escolas não têm, tão pouco educação, vão na vida vivendo rasgadas desavenças.
Prolifera a droga e os gangs de rua, protectores improvisados de suas gentes.
E uma menina sem idade, quase nua, faz da prostituição o pão de seus parentes.
Crianças cheiram cola, pra fugir à realidade, do dia-a-dia tristemente sempre igual.
E revoltado revejo sua débil fragilidade, tratados como se fossem um qualquer animal.
E nesta cena triste, de quem se sente, nascem filhos com Sida, transmitida pelos pais.
E neste poema, feito assim, de repente, quis trazer os meus, assim de muitos mais, os ais.
Jorge Humberto 29/06/08
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