
ÁFRICA ANCESTRAL
Data 26/06/2008 17:34:51 | Tópico: Poemas
| Quantas noites insones Terei que suportar ainda, Em seu olhar de compreensão Com minha fartura sem razão.
Seus olhos sem vida, Apreciam; As belas e fúteis mulheres, Que desfilam a sua frente, Nos mormacentos fins de tarde; Cada qual trazendo um objeto, Um desafeto E o desejo de nunca ficar À beira do caminho Como o negro ficou.
Na garrafa de cachaça, Companheira e feiticeira Antevejo a sangrar, Um milhão de revoluções, Mortas no vácuo da ressaca, Legado do etéreo mundo etílico, Que semeia em seus lábios, Sorriso sepulto De algum menino trigueiro esquecido.
Sentado à beira do caminho De uma rua suburbana, Abandonado ao relento tórrido e infecto, Com um terrível banzo na alma; Esquece as amarguras e desventuras, No colo da Tanzânia, No atávico sangue masai, No colo frondoso da África ancestral.
|
|