
Morada decrépita
Data 26/06/2008 13:38:12 | Tópico: Poemas -> Góticos
| Trôpegas passadas nas ruínas cinzentas da cidade, solitário encontro meu futuro túmulo junto a tua casa, espírito devasso apenas assombro meu próprio ser, com visôes de meu interior pertubado apenas a mente mais mórbida poderia compreender.
Cadáveres amontoados sem vermes a devorar, vez ou outra um um grito que implora fingindo estar vivo, dependerados nas sacadas sujas moldam se nas grades em ferrugem, e seu olhares vazios revelam mais do que as palavras dos sábios hipócritas e guias obsoletos da uma humanidade apodrecida e inculta.
A escuridão, mortalha neste luar belo, ressucita antigos pavores tão familiares, crianças vagueiam inseguras de mãos dadas, tombando antes que o destino aproxime-se no momento exato em que vacilam diante da promessa de esperança.
Moradas das sombras não atravessam a luz do dia e enternecido choro diante da tua beleza tétrica, desabem sobre mim agora estas desgraçadas ruinas que servirão de monumental campa !
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