
A NÉVOA DE PANDORA
Data 16/06/2008 12:25:23 | Tópico: Poemas -> Reflexão
| A NÉVOA DE PANDORA
Assentadas na colina pênsil sobre a selva de pedra, Pessoas lançam seu olhar ao firmamento E vêem numa marcha frenética Se aproximar delas a sádica névoa do tormento.
Os olhos transidos, Como a injetar um ânimo febril no cérebro, Esquadrinham particularíssimas congostas Onde sabem que afloram escaninhos seguramente sombrios.
Alheia a tal ardil, A névoa desprende de si Diminutos cilindros de chumbo que descerram Escarlates cataratas sem calma ou fecundam Sementes, flores, florestas, floras do crepúsculo.
Quão, quantos Cristais, Pérolas, Seivas potencialmente producentes Que não serão Carmelas, fulgurantes Auroras, Auréolas, Diamantes de lume pungente, A Ébana Florescência mais Bela...!
No entanto, em vez disso, Ela evoca tétricas noites diurnas Que transformam airosas rosas betúmicas E açucênicas aquarelas européia-iorubânicas Em cálidas sepulturas.
Finalmente, É assim a jacarandânica câmara de gás contemporânea... É assim a aura da vil-metálica chama... É assim que caminha a extrordinária e magnânima civilização humana!
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
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