
Suavidade
Data 24/02/2007 23:02:40 | Tópico: Poemas -> Desilusão
| Distante, ó tempo longícuo, Quisera meu passado aprisionar. Pois leve-o para bem longe, Permita-me um futuro buscar Tempo de tantas armadilhas Onde, por inocência, volto a cair. Conceda-me a graça da livre existência Coragem suficiente para partir. Levar apenas o necessário O que há muito me foi furtado. Desilusões troxeram-me aqui Sem um coração para amar e ser amado Não sei sequer se possuo ainda uma alma Ou o que tanto faz-me ficar viva. O que hoje inquieta, no passado acalma. Vida contraposta, ou então sobrevida! Lembrança daquele, já não quer ter, Infame, trouxeste-me ao lago, Mostrara de um mundo, a perfeição, E tudo pusera abaixo, com um afago! Ó ignota existência Que se pusera a me testar. Grossas gotas de chuva Permitam-me tomar consciência! Um novo sentimento: indiferença Não é questão de poder. Chorar já não quero. Triste, amaldiçoada vida, Perfeita a mim como uma luva Cabe-me permanecer, ou continuar escolher, Indefere continuar com o quê! Se nesta vida, preciso é saber viver, A maldição, ter a dúvida pra conviver! Talvez seja então a solução melhor Do que triste certeza vir a ter Mundo sujo, de valores sem utilidade, Gostaria de vê-lo apodrecer Sucumbindo fiel à própria fragilidade. Somente agora posso ver Aqueles que mostram mais coragem São os que mais estão a temer Precisam com urgência à vida dar sentido E nunca sabem o que realmente lhes é dever. E quanto aos loucos que estão a caminhar... Sonhos reais tenho tido Esses são os verdadeiros senhores Felizes, cada um em seu mundo, Vivendo todas as suas fantasias Algo muito mais real e profundo Estes sim, possuem a tal liberdade! Viver a vida como se bem quer Não ser escravo da sociedade! Ou dos caprichos de uma mulher! Aqui me despeço do poema que acabo. Lembre-se sempre de cada verso Que no fim, lá estarei junto à luz que apago!<br />Thamires Nayara.copyright © 2006 proibida cópia ou venda sem o conhecimento do autor."A violação dos direitos autorais é crime"(lei federal 9.610)
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