
SONETO AO AMOR
Data 22/02/2007 22:14:41 | Tópico: Sonetos
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Meu amor não tem distância, minha alma é pura, Meu coração é solene, como tudo o que fenece E se torna em tortura, e logo se desvanece. Meu sonho vai mais além, minha tez é impura,
E eu vivo torturado além de mim e da minha cura. Sou como o mar à beira praia, onde se esquece A areia que é dela, e nela é querida e arrefece. Minha vontade não tem preço, meu ser perdura
Com a força dos braços, que não permanece. Minha carne não cede, minha mente é demente E eu sigo apaixonado como tudo o que consente.
Meus músculos retesados, meu sangue que esquece, Minha boca de cerejas, minha fruta permanente, Traz-me aqui o amor, assim, num repente.
Jorge Humberto 22/02/07
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