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Data 05/06/2008 22:31:50 | Tópico: Textos
| Embalo-me, mais uma vez, em desejos repletos da volta das aves na Primavera do meu corpo. Os olhos cansaram-se de olhar o céu, já vermelho de vergonha por não as pressentir na chegada. Cobrem-se as terras de desilusão. Murcham as sementes ainda por germinar. A palavra já não faz sentido… Castigo-me ao aceitar os molhos de rosas carregadas de espinhos que me entregas. O sangue escorre em poema. O encantamento afoga-se no peito, na maré do arrependimento que chegou com a lua nova. Já nada faz sentido, perdi-me quando investi na esperança de me encontrar… Insisto no olhar daqueles que me rodeiam, todos parecem felizes. Todos carregam molhos de malmequeres abraçados levemente… sem espinhos…
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