
Porteira
Data 01/06/2008 18:29:11 | Tópico: Sonetos
| Ao passar por aquela porteira, senti minha terra mais perto de mim, Eu confesso que era o meu sonho rever a fazenda onde eu me criei. De emoção eu estava chorando porque minha angústia chegava ao fim, Eu não via chegar o momento de abraçar meu povo que um dia deixei.
Que surpresa cruel me aguardava ao ver a fazenda que se transformou, Os amigos que aí permanecem se mudaram tanto que nem reconheci. Quase todos daí foram embora e a velha colônia deserta, então, ficou, Os que ficaram não me reconheceram, pois com tempo eu envelheci.
E você, minha velha porteira, também não está como outrora deixei, Seus morões pelo tempo corrido, já bem carcomidos, eu os encontrei. Já não ouvi as suas batidas e o seu rangido muitas lebranças me traz.
Porteira, passaram–se muitos anos e a saudade me obrigou a voltar, Porque aqui nesta cidade, a felicidade eu nunca consegui encontrar E hoje, você é saudade do bom tempo de infância que não volta mais.
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