
Para Camões MMMMDLXXXII
Data 29/05/2008 18:14:02 | Tópico: Acrósticos
| Novas terras que homens esquecem, Onerosas conquistas genocidas. Viagens longas que histórias oferecem Onde jazem palavras esquecidas.
Rejeitadas as enfermas mães, Esgueiram-se entre juízes loucos, Mercadores de alma desumana. Ergue-te, oh mar de ondas deserto! Descansa os corpos da vida profana, Ignora os bons, que rezam poucos, Ouve o anafado latir destes cães.
Espalha em tua cor o vício do mal, Mesquinho merecimento de juízo final.
Tempo que corre sem pesar Enlutado pelo ócio desta paixão, Remado todo o caminho do mar Respeitado por mera opção, Ante tal fugaz desejo de voltar.
Belos cantos, os da Sereia, Utopia solitária de marinheiro, Sucolenta melodia que saboreia Cada clave, em luz de faroleiro, Alva chama que destino ateia.
Esguios dedos que vento trazem!
Trémulas mãos que agora sonham Outrora abertas em terra embaladas, Molham-se os olhos que ainda choram Afogados de lágrimas em amor salgadas.
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