
Carta ao tempo
Data 27/05/2008 18:03:52 | Tópico: Textos
| Já passou algum tempo, esqueci-me de escrever prosas e fantasias sobre a cultura da batata. É certo que tudo isto não passa de cansaço fora de horas, que me deixa presa ao romance da senhora que mora no quinto andar, na rua da Boavista, lá para bandas de cima da porra. Vou despedi-la pois ela desfaz-se em risota e isso não serve o propósito da melancolia, do desânimo. É preciso ter tento na língua, acho eu de que o carvalho seca e depois não há azeitonas. Há momentos para tudo e por vezes rir é o melhor remédio, já que a anedota do outro que até caiu no palco, deixa tudo em águas de bacalhau. Não sabia que apesar de tudo, o papagaio escreve e lê ao mesmo tempo que fascina uma poesia de mão cheia, como quem espirra um perdigoto de arroz. O rio corre sempre para o mar, e as ondas são traiçoeiras como o raio que a parta.
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