
pestanas do silêncio
Data 26/05/2008 11:25:08 | Tópico: Poemas
| doiem-me as pestanas do silêncio, rectas, pontiagudas a perfurarem inépcias de pálpebras roxas enrugadas pelo tempo.
doiem-me membranas, diafragmas em permanente esforço de manter viva a respiração em movimentos arrítmicos indolências de inspiração de expiração metabólica
e este vento contundente a exercer pressão a colar a pele da alma à medula dos ossos, ao esqueleto, quais asas qu'híbridas fervilham em meu dorso ave mulher volátil ser
dói-me, maior que o sol do deserto, este gesto confesso e insistente em que persisto na inabilidade d’embalar os astros de dar guarida a estrelas nos meus braços moribundos e, levianamente lhes chamar … poemas.
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