
Presa na calada da noite
Data 23/05/2008 12:51:11 | Tópico: Poemas -> Sombrios
| Presa na calada da noite Percorro a alameda da escuridão Sinto as raízes da árvore secular Enrodilhar-se no meu desnudo corpo As folhas roçam-me incessantemente Na cadencia do sopro gélido da penumbra As gotículas orvalhadas de cinza Penetram na minha epiderme descolorida Não sinto o bater do coração Gelado pelo iceberg da alma enegrecida Meus olhos trespassam a escuridade Tentando ouvir-te na claridade do dia Mas impossível A barreira da 5ªdimensão Ergue-se sombria Possuidora Da linha dimensional do tempo E tu cada vez mais distante Continuas em outra dimensão Minha boca quer gritar, mas… Nenhum som torna-se audível
Eu permaneço presa na noite Sem nada poder fazer Deambulando na escuridão Á espera de transpor esta dimensão.

Escrito a 23/05/08
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