Divago VI

Data 18/05/2008 18:21:00 | Tópico: Poemas

Ao cair da noite,
Vulgar como as demais,
Duas estrelas que se apagam
Qual luzes de pirilampos
Que voam em deleite
Juntos a dois ou mais.
Eles que nunca param,
Que competem com os candeeiros
Desarrumados em desertas ruas,
Como velas negras acesas
Num efémero jantar romântico…
A dois.
Sonhos reais de ninfas nuas,
Resplandecentes belezas
Agora com semblante pacífico,
Com lágrimas soltas… depois!
Depois de tudo… depois de nada,
Neste infinito que não existe
Iluminado pela luz que não se vê
Num longínquo grito de dor.
Mãos de fada
De uma África que não desiste,
Livro da vida que não se lê,
Mas sente… como sente o amor.


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