Entre concretos e sonhos

Data 04/04/2025 23:48:37 | Tópico: Poemas -> Intervenção

Na calçada cinza que engole os passos,
Corpos cruzam sem se ver,
Olhos presos em telas,
Corações que já esqueceram o porquê.

O buzinar constante soa como sinfonia,
Acorde de um dia igual ao da lembrança.
No semáforo, o tempo se alterna
Entre a pressa e a esperança.

Entre prédios que tocam o céu,
Um grafite grita cor na parede rachada,
Voz de um artista anônimo
Que ainda sonha acordado na madrugada.

A cidade fere e acalenta,
Cobra caro por cada suspiro de emoção.
Mas é nela que se planta
O desejo de voar, mesmo sem razão.

Poema: Odair José, Poeta Cacerense
www.odairpoetacacerense.blogspot.com

Instagram
@poetacacerense



Este texto vem de Luso-Poemas
https://www.luso-poemas.net

Pode visualizá-lo seguindo este link:
https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=377492