
Entre concretos e sonhos
Data 04/04/2025 23:48:37 | Tópico: Poemas -> Intervenção
| Na calçada cinza que engole os passos, Corpos cruzam sem se ver, Olhos presos em telas, Corações que já esqueceram o porquê. O buzinar constante soa como sinfonia, Acorde de um dia igual ao da lembrança. No semáforo, o tempo se alterna Entre a pressa e a esperança. Entre prédios que tocam o céu, Um grafite grita cor na parede rachada, Voz de um artista anônimo Que ainda sonha acordado na madrugada. A cidade fere e acalenta, Cobra caro por cada suspiro de emoção. Mas é nela que se planta O desejo de voar, mesmo sem razão. Poema: Odair José, Poeta Cacerense www.odairpoetacacerense.blogspot.com
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