
Reguem, reguem as nossas almas!
Data 01/04/2025 18:30:25 | Tópico: Poemas
| Corações inchados de ar helénico Submundo periférico De promessas ditas, Escritas, Mas nunca cumpridas.
Tudo começou Com pequenas disputas… De pura inveja, Que se tornaram Em guerras dementes, Entre lobos e coiotes.
Depois foi … Uma chuva de homens inclementes, Com vozes estridentes, De perpétua hipocrisia.
Eles aclamavam por holofotes, E na miséria de jogos errantes E trovoadas de pecados… Eles se alimentavam satisfeitos.
Eles queriam tudo... Seus egos estavam exacerbados.
Insanos inflados… Que só diziam: Quero tê-las, Quero tê-las! Todas as Marias do mundo!
Do outro lado, apenas se ouvia: Gritem… Marias, gritem! Respeitem-nas…! A começar por Maria Que em silêncio, Perdeu o seu filho, Na cruz…! Respeitem, Igualmente, Todas as crianças Que sofreram e sofrem até hoje, Por ficarem entregues… À sua própria sorte, Em plena solidão!
Aturdidos de terror, Subterfúgios ressonantes, E perdas agonizantes... Incluindo de homens honestos!
Será o exterminar da humanidade? Que fado é este...? Eu não quero, Eu não carrego mais esta dor... Este odor de destruição só almejando o poder. Digam-me o que devo fazer…?
Agora que o pano caiu E o espetáculo findou… Do outro lado, Apenas se ouvem aplausos E muitas vozes dizendo: Bravo, bravo! Os holofotes tomaram conta de tudo.
Tudo que fora representado, Encenado, Fazia parte de um passado longínquo…
Na ilusão do hoje, E de mais um dia de glória… Celebremos todos! Porque hoje é apenas… Uma encenação. VanDblue_01abr2025
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