
Para o Luso-Poemas (100ª Poesia de um Canalha)
Data 01/04/2025 11:13:41 | Tópico: Poemas
| Poupe-se dos vivos esses que enterram mortos Dos gritos escritos os que lhes açulam os livros E deixarão no vento tais mãos nuas à sua sorte Deixem as ondas domar vilões humanos portos E navegar sem rumo no probo olhar dos éforos E no regaço quente de um seu poema consorte
Gargalhe cada destino do que lhe deu seu fado E lhe esfregue as mãos o diabo qu'anda à solta Dançando nas ruas qual careto de alegria pagã Luzam os que ficam ou vão deste verbo amado E entornem-se de letras seus olhos por revolta Sob o corpo ditador que lhe faça negr'a vida sã
Marchem as faustas laudas num grito Ipiranga Como se o dia seguinte fosse apenas mais um E teu Sol brotasse do chão nascido para todos São espadas vossas penas que ceifam a canga E nos dão desse caminho nenhum mais algum E das tantas palavras a fortuna de seus bodos
Encham cálices dos bons amigos e seus iguais E os abraços de gente poeta e assim tão louca Que vos seja metade de sorte em boémia vida Leiam os olhares um a um até não haver mais E sigam por aí fora acordando quem se apouca E se escreve fraco por medo de morte bandida
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