
Para Aline Lima (60ª Poesia de um Canalha)
Data 30/12/2024 11:16:38 | Tópico: Poemas
| Tais sombras poetas do teu maravilhoso olhar Agrilhoadas em tal voz traída que as declama E derrama na minha que só te beija em verso São o sangue escorrido pelas veias deste mar Do bater de asas, vento que embala e chama O teu sabor breve de nós dois neste universo
A faca insistente a afiar a vida já perto do fim Adormece de gume em riste, no tempo, sorte De quem viu e leu que não és mais amor meu De mãos dadas fado a fado em nós, só assim A entrelaçar-se dia a dia nos passos da morte A passear-se no deserto que o mundo me deu
A manhã acordou com os primeiros raios de ti Rebolava como uma doida em lençóis de cetim Abraçou-se entre os beijos do seu peito tão só Esquecida que de nós dois só eu não a percebi Que a outra metade nunca seria parte de mim Amanhã foi sempre demasiado tarde, sem dó
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