Para Paulo-Galvão (58ª poesia de um Canalha)

Data 27/12/2024 20:44:22 | Tópico: Poemas

A escumalha a pão e água
Mata-me só a fome de ser
Atiça do medo outro medo
Em teus olhos a vil mágoa
Que adormece sem querer
Nesse dia demasiado cedo

A turba a esbravejar insana
Por ir morrer sem ter vivido
Sem chão cão que lhe ladra
Verbo vazio com dor sacana
Sentindo-se mundo perdido
Escrevia poemas em quadra


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