
Para HorrorisCausa (52ª Poesia de um Canalha)
Data 16/12/2024 20:39:50 | Tópico: Poemas
| A carne desfiada das tuas letras átonas e servis Enrolada numa língua pérfida de crítico literário Conspurcava os dedos sujos com sóbria loucura A falta de gosto cultural jazia em atitudes pueris E o silêncio da árvore que te brota do imaginário Calava para sempre o vento com a sua brandura
E tu assim como eu somos dois ignorantes a sós No duelar imortal destas palavras desconhecidas Que brandimos entre as mãos dos nossos irmãos Poetas e escritores que não se poetam como nós Ou se deitam em campos cheios de outras vidas Como as dos sábios que ensinam os sins e nãos
As papoilas vermelhas da primavera que passou Eram da cor desses cravos chamados esperança Num verde brilhante desse teu sol também meu Amanhã o tom pardo do olhar que aqui se finou Esquecerá que cresceu entre nós dois a criança E nua a terra que aos meus olhos nunca morreu
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