
Para Outras Consoadas (51ª Poesia de um Canalha)
Data 14/12/2024 11:26:41 | Tópico: Poemas
| Neste poema a que chamo Portugal Declamado por abril a toda a gente De cravo ao peito de tanta saudade Rimo os poetas com seu povo igual Crianças pobres de olhar sorridente E a ti verso, que cantavas liberdade
Grito de viva-voz lágrimas de mães Que levam nos marchares soldados O adeus e até breve dos seus filhos O ladrar silencioso de malditos cães As nuvens negras e os nossos fados Agrilhoados nas mãos dos caudilhos
Vós, senhores deputados, ministros Presidentes e secretários de estado Bons e maus que alindam o poleiro Sois os vilões, os vampiros sinistros Que nos sugam o sangue estagnado Nos rios do povo Viriato e guerreiro
Não se pode proibir a voz da poesia Nem a tristeza que a morte nos traz E nunca tal vida que se cante assim Não se pode esquecer o que te dizia Que da guerra vilã não escreves paz Quanto teu olhar esquecido de mim
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