Como um desperdício feito de farrapos É assim que rola nesta pele A repugnância ao nível de sapos A peçonha desta doença cruel
Trago no olhar dias fugidios Que se me esvaem por entre os dedos Derramando águas por campos regadios Plantados de dor sofrimento e medos
Jornadas são carros na estrada do tempo Que me atropelam diariamente Estar em baixo é agora um passatempo Na sabedoria do incapacitante sou fluente
A esperança sarcástica do que já não volta Convenço-me distante e padeço Por saber que a dor que anda em mim solta Dos bons tempos já muito me esqueço
E já mudei tudo deixei todos os prazeres Em prole da possível melhoria ilusória E sempre concluo com estes dizeres A mudança é muita mas evolução não notória
Dornelas, Mini-mesa António Botelho Publicado também em: https://www.wattpad.com/1498396510?utm ... sh&wp_uname=AntnioBotelho
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