
AR-241120
Data 20/11/2024 20:25:02 | Tópico: Poemas
| . . . Pensei de ter sido um sonho apenas, mas não, disse-me a assistente horas depois que ao invés de chorar eu sorri quando a lâmina dura e fria do cirurgião trespassou a epiderme, derme e hipoderme até ao cerne do meu corpo. Mãos hábeis enluvadas escarafunchou a carne até que encontrado fosse o naco doente e extraído. No dreno, a cor do sangue era exatamente da mesma cor da do meu irmão preto repousando na maca ainda ladeada a minha para cumprir algum evento inesperado, ele responsável pela tranfusão por causa da similaridade com meu fator sanguíneo. Perguntei ao cirurgião quais eram as condições da minha recuperação, que respondeu; em conformidade com o previsto, tudo preto no branco.
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