Quando vou à cidade vou ao desejo Imagino-te ao cruzar de cada esquina Procuro-te nas mulheres que vejo O teu brilho no olhar mas tudo é neblina
As sensações de ti que se entranham No meu corpo e memória incessante Todas as peles se arrepanham Na possibilidade de ti num instante
Sei as tuas rotinas e por onde passas Quando perto do teu trabalho palpito Numa lembrança de sonhos e desgraças Mas no dar certo já não acredito
Então evito ir à cidade por não aguentar Saber-te lá sem minha seres Mas não muito diferente de nós a namorar Quis-te minha mas não tinha poderes
Dornelas, Cadeirão António Botelho
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