Quando vou à cidade

Data 15/11/2024 08:34:02 | Tópico: Poemas

Quando vou à cidade vou ao desejo
Imagino-te ao cruzar de cada esquina
Procuro-te nas mulheres que vejo
O teu brilho no olhar mas tudo é neblina

As sensações de ti que se entranham
No meu corpo e memória incessante
Todas as peles se arrepanham
Na possibilidade de ti num instante

Sei as tuas rotinas e por onde passas
Quando perto do teu trabalho palpito
Numa lembrança de sonhos e desgraças
Mas no dar certo já não acredito

Então evito ir à cidade por não aguentar
Saber-te lá sem minha seres
Mas não muito diferente de nós a namorar
Quis-te minha mas não tinha poderes

Dornelas, Cadeirão
António Botelho


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