
Amanhã
Data 11/11/2024 11:28:27 | Tópico: Poemas
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a espessa rotina é a lenta resina a lhe escorre nos braços esboçando acenos grotescos ao raiar dos dias, e às asas que se esfumam e se fundem longe frias na primeira neblina, pontuando de arabescos que entrecruzam o ontem à noite e o hoje também
sempre o mesmo continuar almejando o fim sempre os braços assim sonhando por aquele vôo.
exausto despiu a farda e o fardo caiu também. por fim … anuiu, o sonho que sonhara gesto de vento revigorante, no mesmo ato decaiu. pelas rasgadas e cansadas janelas, inquietas de frio, com trespassante assombro estúpido perscrutou o silêncio deslizante no horizonte intacto, pleno de um devir que nunca existiu.
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