Soneto do povo idiota

Data 04/11/2024 11:12:01 | Tópico: Sonetos



Pensava que este povo, com valor,
Votasse agradecido e sem temor.
Pensava que ele ao menos fosse bravo
E não de ideias tolas fosse escravo.

Pensava que, por ser justo eleitor,
Votasse inteligente, sem rancor;
E pela gratidão, não por centavos,
Elegesse quem, sério e sem conchavos,

A todos governou com retidão.
Mas feito de idiota, seduzido
Por mentiras, votou prostituído,

Pois, ingrata, esta vil população,
Que jamais será nobre à foz de um tejo,
É do Botas, do escuro e velho brejo.


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